ead-curso-materia-4Para acompanhar as demandas de crescimento econômico e ampliar sua participação nos avanços da Ciência e da Tecnologia, o Brasil precisa formar, em média, 80 mil engenheiros anualmente. No entanto, o país ainda se esforça para atingir a marca de 60 mil profissionais nesse setor, a cada ano. O curso, considerado estratégico para o desenvolvimento sustentável, amarga um índice de evasão de 50%. 

 

Entidades ligadas ao setor de Engenharia e o poder público preocupados com este déficit criaram ações para formar mais e melhores engenheiros. A CAPES-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior  e aABENGE-Associação Brasileira de Engenharia retomaram ações para estimular pesquisas científicas e tecnológicas e a formação de recursos humanos nesse segmento.

 

Outras trouxe inovações como o Programa de Engenharia a Distância em rede nacional, UABEng-Universidade Aberta do Brasil de Engenharias que propõe apoiar cursos de graduação de Engenharia na modalidade de educação a distância (EAD) em rede nacional, em IES-instituições de ensino superior, por meio do sistema UAB-Universidade Aberta do Brasil.

 

Os desafios da oferta de Engenharia em EAD foram tema de uma mesa de debates durante o XVI Encontro Ibero-americano de Educação Superior a Distância, na manhã do último dia 14, na sede do IME-Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro. 

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Já existe autalmente um cursos de graduação em Engenharia oferecidos na modalidade a distância já em funcionamento, trata-se do curso de Engenharia Ambiental/bacharelado, oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a UAB. 

 

Porém, o Consórcio Cederj vai oferecer, em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) e a UFF-Universidade Federal Fluminense, o curso de Engenharia de Produção, em EAD a partir do primeiro semestre de 2015, além da perspectiva de abertura dos cursos de Engenharias de Computação, pela UNESP/UNIVESP-Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, e Elétrica, pela UFMA-Universidade Federal do Maranhão, ambos na modalidade a distância. 

 

Apesar de o número de matrículas nos cursos de Engenharia ter subido 52% nos últimos 3 anos, a proporção de alunos para cada 10 mil habitantes na área é aproximadamente um terço da registrada em outras áreas como Ciências Sociais, Administração e Direito, segundo o consultor da Capes do programa ProEngenharias e professor da UnB-Universidade de Brasília João Carlos Teatini de Souza Clímaco, dados do Censo da Educação Superior do MEC-Ministério da Educação de 2013.

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Para Teatini, o sistema da UAB, que hoje reúne 104 instituições de ensino superior públicas e possui polos em 20% dos municípios do país, tem plena capacidade para oferecer cursos de Engenharia em EAD. 

 

“A Universidade Columbia dos EUA oferece EAD na graduação e na pós-graduação desde 1986. Por que o Brasil não pode fazer o mesmo? Nós temos a qualidade como a nossa preocupação maior. Com o sistema da UAB, os alunos estão se graduando, passando nos concursos e obtendo resultados nos exames nacionais iguais ou superiores aos dos alunos presenciais”, argumentou o consultor da Capes.

 

Fonte: www.folhadirigida.com.br

 

 

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